Apresentação

A edição de 2019 da Montanha Mágica* Arte e Paisagem reitera o desejo de aprofundar o escopo da 1ª edição, como plataforma que articula três processos fundadores da moderna relação entre a arte, a cultura e o meio físico. Desde logo, (1) evocar a Paisagem enquanto modo de ver e de representar, intimamente vinculado aos processos de predicação e de criação artística, capazes de revelar ou projectar atributos do campo extenso do território, exaltando-os simbólica e poeticamente; por outro lado, (2) discutir a relação dialéctica entre Natureza e Artifício, com o propósito de reflectir sobre os processos de transformação da paisagem e de ordenamento do território no tempo histórico, os seus motivos e as suas consequências; e, por fim, sobretudo centrados no território montanhês actual, (3) promover a investigação baseada na prática artística (Artes Visuais, Cinema, Design e Arquitectura), através de colóquios, ateliers, exposições e instalações in situ.

Um vasto lastro cultural encontra no estudo dos processos de representação a chave para compreender a relação entre o sujeito e o mundo, mais evidente depois do Romantismo e das sucessivas estéticas naturalistas, simbólicas e modernistas que inspiraram ideais pitorescos, e continua presente nas propostas de muitos criadores contemporâneos, atentos ao que de intrinsecamente humano as coisas nos devolvem. Neste propósito, o encontro Montanha Mágica* de 2018 convoca um leque de perspectivas sobre a Serra, enquanto tipo particular de referente territorial que organiza as Beiras, em termos estéticos, simbólicos e iconográficos. Obviamente, o mesmo decorre do quadro geográfico particular em que a Universidade da Beira Interior se encontra, nos contrafortes da Serra da Estrela, mas também é motivado pelo crescente interesse que a cultura e as comunidades de montanha, nas suas diversas vertentes, têm vindo a colher.

Desde os clássicos e símbolos míticos de Olimpo ou do Parnaso, a relevância civilizacional da montanha é reconhecida, encontrando ecos em muitos povos e religiões: como horizonte, eixo, centro, tecto do mundo, lugar de passagem, fronteira e encontro, mas também abismo. A montanha personifica um conjunto de valores e metáforas que transitam entre o visível e a experiência, entre o natural e o sobrenatural. Porém, as montanhas podem ser vistas apenas enquanto tal. Montanhas que, ao longo do tempo, inúmeros artistas foram revelando, através de processos mais ou menos complexos de representação, instalação ou interacção.

É neste quadro que se exortam todos os interessados a participar com ensaios, propostas de comunicação, projectos de criação artística ou workshops sobre a montanha, enquanto referente ou pretexto, inclusive explorando analogias com outros complexos montanhosos, numa base interdisciplinar, passível de articular conhecimentos, saberes e experiências provenientes de diferentes campos.

O Encontro Montanha Mágica* Arte e Paisagem (http://www.montanhamagica.ubi.pt) decorre na Universidade da Beira Interior e na região entre os dias 2 e 9 de Novembro de 2018. O seu programa resulta fundamentalmente de uma parceria entre a UBI / LABCOM / Doutoramento em Media Artes com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do País Basco / Grupo de Investigação LaSIA, na qualidade de entidades organizadoras, contando com várias parcerias externas e apoios, a anunciar oportunamente.

Francisco Paiva, UBI / Rita Sixto, UPV-EHU
© MM*2019

Calendário

Projectos Operativos - Ateliers e residências criativas de Junho a Novembro (vários espaços)
Simpósio - 22 de Novembro (Auditório da Biblioteca, UBI)
Exposições - Inaugurações a 22 de Novembro de 2018, patentes até 5 de Janeiro de 2020 (Museu de Lanifícios)



MM* 2019
Actividades
JUN > NOV
21 NOV
5ª feira
22 NOV
6ª feira
simpósio / projectos / comunicações 10-17h
ateliers
residências artísticas
residências artísticas 18-20h

Simpósio

PROGRAMA


22 NOVEMBRO 2019
6ª feira, Auditório da Biblioteca, UBI


9:00 - Abertura


10:00 - Comunicações


13:00 - Almoço


10:00 - Projectos


18:00 - Inaugurações


CONVIDADOS / TEMAS / BIOS


ANA PASCOAL

Ana Alexandra Pascoal Carreira (Lisboa) - Licenciatura em artes plásticas / escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Mestrado em estudos da criança - Universidade do Minho. Docente no Instituto Politécnico de Baragança e docente do ensino básico na área das Artes Visuais. Desde 2002 proferiu diverssa palestras e participou em numerosas exposições colectivas, entre as quais destaca Galeria Sta. Clara, Coimbra (2002), Coletiva de Desenho, Galeria 55, Cascais (2003), III Biennal Internacional de Bibuix Josep Amat. San Feliu de Guixols, Espanha (2005), Festival Escrita na Paisagem (2006) Instalação na praia Zambujeira do Mar e dinamização do “Andamento” no Fundão (2006), Individual no Museu dos Biscainhos, Braga (2007), Participação nos Encontros da Imagem, coletiva, Mosteiro de Tibães, Braga (2008), Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, Braga (2011), Instalação “Espaços habitados” com António Santos, Centro Cultural Adriano Moreira, Bragança. (2013). Vive e trabalha em Bragança.


ANTÓNIO SANTOS

António José Santos Meireles (Guimarães, 1973) Licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, Mestre em Desenho pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, em 2005 e Doutor em Belas Artes, especialidade em Desenho na mesma instituição de ensino em 2015. Título de Especialista em Belas Artes atribuído pelo consórcio dos Institutos Politécnicos de Bragança, Lisboa, Coimbra e Viana do Castelo em 2012. É docente do departamento de Artes Visuais na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança desde 2002. Sob o nome de António Santos, expõe desde 1995 com regularidade. Ganhou o 1º Prémio da IIIª Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande em 2000 e uma Menção Honrosa em Pintura - Xº Salão da Primavera do Casino Estoril em 1997. Tem obras em acervos da Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Braga, Câmara Municipal de Viana do Castelo, Museu do Vidro da Marinha Grande e Coleção de Arte do Instituto Camões.


EDUARDO PAZ BARROSO

Anatomias da Paisagem: circulações e migrações entre cinema e arte contemporânea
Apresente comunicação ( e o ensaio a que dará lugar) pretende contribuir para uma interpelação da noção de paisagem visual. Trata-se de comentar e colocar em perspectiva alguns excertos de discursos fílmicos e plásticos onde a ideia de paisagem - visual e estética - adquire preponderância. Numa época onde a nostalgia e a incerteza da paisagem ( tal como se individualiza na pintura, e no cinema clássico) deixam traços e recombinam memórias, em contraponto com o caos e a artificialidade das imagens, é pertinente perguntar o que aconteceu à sua representação, plástica e cinematográfica. Procurar compreender saber como se transformou a noção de paisagem. Não se trata, naturalmente de um exercício fechado, mas de tomar como válidas algumas circulações e migrações de significantes e significados. Uns e outros alimentam hoje um outro território que só aos poucos parece estar a construir os fundamentos de um novo mapa.

Eduardo Paz Barroso (Porto,1957). É Professor catedrático de Ciências da Comunicação na FSHS da Universidade Fernando Pessoa (licenciado em Filosofia pela FLUP, Doutorado pela FCHS da Universidade Nova de Lisboa e Agregado pela UBI). Investigator do LabCom. É desde 2014 Presidente do teatro Coliseu Porto, (designado pelo Mistério da Cultura, Município do Porto e AmP). Foi o primeiro director do Teatro Nacional S. João, entre outras funções públicas que tem desempenhado no sector das Artes e da Cultura. Programador cultural desde o inicio da década de 80. Autor de dezenas de artigos científicos e livros sobre temas em que investiga (cinema, artes, comunicação mediática).


FERNANDO CABRAL

Fernando Cabral é licenciado e mestre em Cinema, como projeto final de mestrado escreveu e realizou a curta-metragem ”Sussurro”. É docente na Universidade da Beira Interior, onde leciona unidades curriculares na área da Imagem. É membro da comissão organizadora das Jornadas do Cinema em Português. Atualmente, desenvolve o seu projeto de investigação no Doutoramento em Media Artes na UBI..


FRANCISCO PAIVA

Francisco Tiago Antunes PaivaFrancisco Tiago Antunes Paiva (Covilhã 1973). Professor Associado da Universidade da Beira Interior (UBI), onde dirige o curso de 3º Ciclo/ Doutoramento em Media Artes. Doutor em Belas Artes - Desenho pela Universidade do País Basco, licenciado em Arquitectura pela Universidade de Coimbra e licenciado em Design pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Coordena o Grupo de Artes do LabCom. Desenvolve pesquisa e criação sobre processos espacio-temporais, intermedialidade e identidade nas artes. Integra comissões científicas de eventos e de diversas publicações internacionais especializadas. Coordenador científico da DESIGNA, Conferência Internacional de Investigação em Design, das Jonradas de Investigação em Artes e da plataforma Montanha Mágica* Arte e Paisagem. Integra ainda a CooLabora, cooperativa de intervenção social.


JESUS OSÓRIO

António Jesús Osório Porrasé artista plástico, docente e investigador. Nascido en Málaga (1972), viveu e trabalhou em várias cidades e paises, nos quais desenvolveu e expôs projectos muito diferentes, individuais e colectivos, tirando partido desses contextos heterogéneos. Defende a multiplicidade como um rasgo importante da sua identidade artística (e pessoal), tomando-a como base da sua investigação criativa. Trabalha a partir da sua necessidade de propor sempre outras opções, explorando múltiplas variações ou manipulações da realidade. Indaga, brinca, reflecte sobre tudo o que poderia ter sido ou poderia ser, no impossível ou no ainda não conhecido. É Licenciado en Belas Artes pela Universidade de Granada e Doutor pela Universidade de Málaga, ambas em Espanha. Actualmente trabalha como professor no Departamento de Desenho da Faculdade de Belas Artes de Granada.


JOÃO CORREIA

Romantismo versus positivismo no imaginário científico do século XIX: o estatuto ambíguo da expedição geográfica
A expedição geográfica é a manifestação da vontade de conhecer e classificar que marcou a atitude científica do século XIX. O romantismo é frequentemente crítico desta forma de viagem que em parte expressa esta atitude científica. Porém, simultaneamente, de modo consideravelmente ambíguo, a exploração científica, a descoberta e o espirito de classificação responsáveis por alguns dos grandes museus de história natural também foram alimento de uma certa atitude romântica, utópica e ficional que transporta a ciência para o centro da aventura. Esta atitude de ambígua está presente na literatura com Júlio Verne e Alphonse Daudet, e no cinema com George Meliés, como testemunhos de expressões intelectuais em que a ciência também foi a razão do sonho. A expedição geográfica à Serra da Estrela é um exemplo próximo desta ambiguidade, tal como ela se dá a conhecer nalgumas representações literárias e jornalísticas.

João Carlos Correia possui Agregação e Doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior, onde é Professor Associado, no Departamento de Comunicação e Artes da Faculdade de Artes e Letras. É editor da Revista Estudos em Comunicação (Scopus); investigador principal do Remedia-Lab Laboratório e Incubadora de media regionais e, desde 2017 é vice-coordenador do GT de Comunicação Política da Sociedade Portuguesa de Comunicação. Os seus interesses são os media locais e comunitários, estudos culturais e teoria crítica. Entre os trabalhos mais recentes, destacam-se “Construindo um ambiente multicultural para aprendizagem, inovação e pesquisa científica” (2018), “Comunicação e Cultura: Convergências e distâncias num mundo em rede” (2018) “Structural Crises of Meaning and New Technologies: Reframing the Public and the Private News Mediathrough the Expansion of Voices by Social Networks” (London, Rutledge, 2017).


MANUELA PENAFRIA

Manuela Penafria é docente na área de cinema, na Universidade da Beira Interior. É membro do conselho científico de revistas portuguesas e brasileiras. Participa regularmente na organização e na comissão científica de eventos. É membro do Conselho Consultivo da AIM-Associação dos Investigadores da Imagem em Movimento onde co-coordena o GT "Teoria dos cineastas".


PAULO CUNHA

Gestos e fragmentos: a(s) montanha(s) no cinema português
A partir das imagens de obras cinemáticas como "Corrente" (2009, Rodrigo Areias), "Montanha" (2015, João Salaviza), "Trás-os-Montes" (1976, António Reis e Margarida Cordeiro), "Rosa Negra" (1992, Margarida Gil), "Porto Santo" (1997, Vicente Jorge Silva), "Os Emissários de Khalôm" (1987, António de Macedo), "Lobos da Serra" (1942, Jorge Brum do Canto), "Cem Raios t'Abram" (2015, Colectivo), "Convento" (1996, Manoel de Oliveira), "Quaresma" (2003, José Álvaro de Morais), "O Desejado ou as Montanhas da Lua" (1987, Paulo Rocha) e "Mulheres da Beira" (1922, Rino Lupo) pretende-se: a) mapear a presença da(s) montanha(s) no cinema português ao longo das décadas; b) analisar as suas paisagens visuais, sonoras e sensoriais; c) reflectir sobre os processos narrativos e imaginários intertextuais de construção e significação da(s) montanha(s) no cinema português.

Paulo Cunha é Professor Auxiliar na Universidade da Beira Interior, onde dirige o Mestrado em Cinema. É coordenador editorial da Aniki : Revista Portuguesa da Imagem em Movimento (http://aim.org.pt/aniki/) e co-coordenador do Seminário Temático Cinemas Pós-Coloniais e Periféricos da Socine - Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual. É programador nos festivais internacionais de cinema Curtas Vila do Conde e Porto/Post/Doc.


PEDRO NEVES

Pedro Neves (Leiria, 1977) Estudou no Porto, onde concluiu o mestrado em Cultura e Comunicação, variante Documentário, com dissertação sobre o documentário dos anos da Revolução de Abril. Em 2007 frequentou um curso de realização de documentários na Escola Internacional de Cinema e Televisão de San António de los Baños, Cuba. Em 2008 fundou a produtora Red Desert Films. Venceu nove prémios com os filmes que realizou. Foram exibidos na RTP, Canal PLus France, canal Plus Afrique ou TVCine e entraram na competição em mais de 40 festivais nacionais e internacionais, como Clermont-Ferrand, Guadalajara, Doclisboa, Documenta Madrid, Curtas Vila do Conde, Festival de Curtas de São Paulo, Porto Post Doc, Festival de Salónica, CPH:DOX, entre outros. Da sua filmografia, destacam-se os documentários “a olhar o mar” (89’, 2007), “En la Barberia” (6’, 2007), “Os Esquecidos” (63’, 2009), “Desencontros” (39’, 2010), “Água Fria” (14’, 2011), “A Raposa da Deserta” (85’, 2014) e “Hospedaria” (20’, 2014). Em 2014 finalizou o documentário “Acima das Nossas Possibilidades” (43’), integrado no Projecto Troika e, com Boaventura Sousa Santos, realizou a curta-metragem “Conversas do Mundo”. Em 2015 produziu e realizou o filme “Bairrismos” (61’). Já em 2016 realizou a curta-metragem documental “A Praia” e a longa “Tarrafal”, estreada no Porto Post Doc e com International Premiere no CPH:DOX, na Dinamarca. Em 2018 produziu o documentário de Melanie Pereira “Aos Meus Pais” (Doclisboa 2018), o documentário “Geni”, de Luís Vieira Campos (Porto Post Doc 2018), produziu e fez a direção e fotografia da longa-metragem Bostofrio, de Paulo Carneiro, com estreia no Indie Lisboa, e realizou a curta documental Náufragos, a convite do Festival de Vila do Conde, onde foi World Premiere. Em 2019 realizou o filme “A Fábrica”, com estreia mundial no Curtas Vila do Conde.


RITA SIXTO

Rita Sixto Cesteros (Trives, 1962), es profesora en el departamento de Dibujo de la Facultad de Bellas Artes de la Universidad del País Vasco. Con la dirección de Adelina Moya defendió en 1998 la tesis titulada Instante y duración. Aproximación a la temporalidad fotográfica, y se sigue interesando por las relaciones entre arte y tiempo, así como por las imágenes en general. Trabaja sobre la dimensión investigadora de la práctica artística. Le interesan especialmente los procesos de observación y memoria, como parte del proceso poiético. Coordina el proyecto de investigación titulado El lugar del sujeto en la investigación artística basada en la práctica.


TIAGO FERNANDES

Tiago Fernandes é docente nos cursos de Cinema da Universidade da Beira Interior, onde desenvolve também o seu projeto de doutoramento em Media-Artes. É diretor de som para cinema e televisão, contando com a participação em várias curtas-metragens, documentários, séries e filmes publicitários para a televisão portuguesa e para Cabo Verde, Brasil e Reino Unido. Escreveu os manuais de som “Áudio para cinema e TV” e “Técnicas de captação de áudio para cinema e TV”, para cursos ministrados no Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação do Brasil. Integra a Comissão Organizadora das Jornadas do Cinema em Português e é membro da AIM - Associação de Investigadores da Imagem em Movimento e da NECS - European Network for Cinema and Media Studies.


UNAI REQUEJO

Unai Requejo (Santurtzi, 1982) trabaja principalmente con vídeo, fotografía y dibujo, pero también con sonido y música. Doctor por la Universidad del País Vasco (UPV/EHU) con una tesis sobre el jugar en los procesos artísticos, actualmente es profesor adjunto en la Facultad de Bellas Artes de dicha Universidad. Sobre el paisaje le interesa el contraste entre temporalidades propias y extrañas de cada lugar, los juegos de escala fractales, los lugares turísticos y los espacios lúdicos. El jardín está presente en su producción con la serie Kristalezko Uhinak(2017) exposición individual en la que explora estanques y acompaña de la autopublicación Urmael. En 2016 publica el libro de fotografías y dibujos Monte,con el que propone un recorrido ficticio por diferentes enclaves montañosos. Miembro del grupo de investigación laSIA, también anda en proyectos como Kluv Domynga, Txaranga Urretabizkaia o Dibuja Tolrato. www.unairequejo.com.


VEVA LINAZA

Veva Linaza (Bilbao, 1973) es pintora y profesora adjunta en el departamento de Pintura de la Universidad del País Vasco (UPV/EHU). Miembro del grupo de investigación laSIA. Su interés pictórico incide en las posibilidades de acercamiento al paisaje tratando de establecer una recuperación y redefinición de los discursos romántico naturalistas. Ha realizado exposiciones, tanto individuales como colectivas, y disfrutado de becas como por ejemplo la beca de Creación de la Diputación Foral de Vizcaya o la beca de residencia artística en Bilbao Arte. En 2019 participa en la exposición colectiva Azimuthen Hasselt, Bélgica, como parte de una colaboración entre la Universidad PXL-MAD/UHasselt y la UPV/EHU, que se celebró en el Cultuurcentrum de Hasselt y que tuvo su continuidad con la exposiciónPamplemousseen la Sala Chillida del Bizkaia Aretoa de Bilbao. Durante el mes de noviembre participará en una exposición colectiva dentro del Programa de Mediación de la Edición de Getxoarte 2019. www.vevalinaza.com.


Workshops

Nota: A inscrição nos workshops é independente da inscrição geral no evento.

Residências Artísticas

Residência artística MM*01
Montanha Mágica* em Vinhais, Trás-os-Montes
28/10-03/11

Desde Miguel Torga que Trás-os-Montes é sinónimo de Reino Maravilhoso. É um mar de pedras, serras que se sobrepõem a serras, montanhas paralelas a montanhas. De 28 de outubro a 3 de novembro, estudantes de Cinema da UBI estarão na vila de Vinhais, em residência artística sob o tema "Montanha Mágica". Com inspiração na paisagem natural e humana de Vinhais e arredores, a captação de imagens e sons está a cargo dos estudantes que têm como formador convidado Pedro Neves, produtor de cinema na Red Desert Films e realizador de filmes como "Água Fria" (2011), "Hospedaria" (2014), "Acima das Nossas Possibilidades" (2015), "Tarrafal" (2016) e "A Fábrica" (2019), entre outros. Esta residência pretende potenciar um intercâmbio de experiências entre os estudantes de Cinema da UBI e os habitantes do concelho de Vinhais e contribuir para o processo de documentação e preservação da memória coletiva, das tradições e das paisagens visuais e sonoras do concelho de Vinhais. Esta iniciativa em que participam 12 pessoas, é coordenada por Tiago Fernandes, professor de Cinema na UBI, contando com a participação de outros docentes (Manuela Penafria, Fernando Cabral e Paulo Cunha) e desenvolvida no âmbito do Encontro Internacional Montanha Mágica, tendo a colaboração e apoio da Câmara Municipal de Vinhais, assim como do Labcom-Comunicação e Artes e a Nós por cá todos bem - Associação Cultural.

Residência artística MM*02
MMontanha Mágica* na Covilhã
01.07 > 30.09.2019

JESUS OSORIO
DNos dias prévios a 1 de Agosto de 1881, enquanto preparavam a sua expedição, os viajante slidacam com as suas imagens internas, densas e inacessíveis, tentando de antecipar o que iriam encontrar entre as penhas, nas lagoas, nos cumes de um territótio inexplorado e coberto por medos antigos. Já imbuídos na montanha, a imagem mental, sempre ilusória e desfeita, dissipou-se completamente diante da imponente realidade física de cada descoberta. Após a viagem, a memória permaneceu, novamente imagens na mente, mas agora registos mais ou menos claros do que foi visto, do significado e da experiência. Para alguns, também foi satisfeita a curiosidade, a aprovação para avançar para novas etapas de pesquisa ou outros projetos, após um relatório detalhado da expedição. Mas para o artista era o desejo aberto, o que fazer com todas aquelas visões vibrando no espírito? — Decidiu continuar trabalhando nas suas percepções, investigando o que havia registado na sua memória. Às imagens lembradas foram acrescentados sonhos, deformações, alterações voluntárias, jogos e invenções. Nasceram novas imagens, parcialmente despendidas do existente, carregadas de verdade e de engano, novos lugares que nunca estiveram no mundo tangível, mas que têm muito a ver com o imaginado, com as sensações físicas de viajar entre rochas impossíveis, com a vertigem, com o medo, com o mito, imaginando o que teriam sido aqueles lugares ao virar de costas, ou como eles realmente serão ao cair da noite ... e com as emoções modificadas e intensificadas à medida que progredia o olvido.
Esta exposição de Jesus Osorio materializa a investigação resultante de uma residência artística de três meses, coordenada pelo professor Francisco Paiva no âmbito do Programa Internacional de Residências Científicas da UBI, com o apoio da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Granada e com a colaboração da New Hand Lab.

Projectos / Conversas


Serantes-Caracol. Una conversación entre dos montes.
UNAI REQUEJO
VEVA LINAZA

El 24 de julio de 2019 dos equipos de excursionistas, miembros del grupo de investigación laSIA, suben al mismo tiempo a los montes Serantes (451m) y Caracol (249m). Ambos puntos están separados 2240m (2230 sobre el plano 202 metros de desnivel). Son visibles. El objetivo, establecer contacto visual y sonoro.
Esta acción pudiera ser considerada “misión” o “cometido” frente al legado de la carta de Francesco Petrarca, Familiares IV, 1: La ascensión al Mont Ventoux, que da inicio a un pequeño proyecto titulado Ascenso al Serantes (después de Petrarca).*
La conversación adopta el formato de testimonio, narrando las acciones sincrónicas desde ambas cumbres. El diálogo entre Serantes-Caracol, se presenta desde la corporeidad de lo ocurrido. Dos montes que se convierten en sujetos abordables, para cuestionar los vericuetos de la investigación artística.
*http://www.lasiaweb.com/es/category/actividades/seminario/



Laboratório de Artes na Montanha - Graça Morais na Montanha Mágica*
O Laboratório de Artes na Montanha - Graça Morais é um projeto de investigação baseado na prática, da iniciativa do Instituto Politécnico de Bragança em parceria com o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, através da sua tutela, a Câmara Municipal de Bragança e inscrito no Centro de Investigação de Montanha. Através do estabelecimento de uma parceria com a Montanha Mágica* Arte e Paisagem pretendemos promover pontes na investigação científica, a formação académica e a criação e divulgação artísticas em contextos de montanha.


Exposições / Instalações

EXPOSIÇÃO MM* 01

Ascenso al Serantes, después de Petrarca
Muestra del trabajo en proceso del Seminario Serantes, del grupo de investigación laSIA, UPV/EHU.

La carta fechada por Francesco Petrarca en 1336 (Familiares IV, 1: La ascensión al Mont Ventoux), ha venido considerándose un texto clave en la historia del alpinismo; un relato de carácter autobiográfico en el que confluyen la percepción estética de la naturaleza y el peso de la alegoría moral. Para el grupo de investigación laSIA, la lectura de este texto -incentivada por la Profesora Adriana Veríssimo en la pasada edición de Montanha Mágica*- supuso el inicio de una línea de trabajo.
El Monte Serantes, a pesar de su altura modesta (451 m.), es una estratégica atalaya sobre la costa del mar Cantábrico. Rodeado de una importante zona minera que fue motor de la industrialización del País Vasco, se sitúa a la izquierda de la entrada de la Ría de Bilbao, sobre el puerto. Su cima es un privilegiado lugar desde donde observar, tanto la costa como la cuajada área metropolitana. Pero además, el Serantes constituye una referencia muy especial para nosotros, al ser visible desde prácticamente cualquier lugar de la comarca: en ocasiones un cono perfecto, que se transforma al recorrer el territorio.
El Seminario Serantes conjuga el interés por la montaña como enclave simbólico en el paisaje, con el ejercicio de la investigación desde la práctica del arte; siendo esta última una cuestión fundamental para laSIA, esta exposición debe entenderse no como un conjunto de piezas artísticas, sino como un modo de exponer (de abrir a la discusión) una investigación artística que todavía está en proceso.


Seminario Serantes

Este Seminario es una propuesta del Grupo de investigación laSIA; un grupo formado por profesores de la Facultad de Bellas Artes de la Universidad del País Vasco, cuyo proyecto base tiene como finalidad explorar la dimensión investigadora de la práctica artística. Ya que el objetivo prioritario es tratar de fundamentar la práctica del arte como experiencia de saber, en el proceso investigador la producción artística se asume como una parte fundamental.
Componen el Seminario una parte de los miembros del grupo laSIA, más otros artistas, doctorandos, y profesores interesados en esta línea de trabajo iniciada como fruto de la relación con Montanha Mágica*. El proyecto se desarrolla como una experiencia colaborativa, aunque en ningún caso se evitan los ejercicios individuales.
En la página web de laSIA han sido recogidas algunas de las actividades más significativas hasta la fecha:
http://www.lasiaweb.com/es/category/actividades/seminario/

Inscrição Geral

O evento é aberto e gratuito para toda a comunidade da Universidade da Beira Interior, mas a inscrição é obrigatória, através de email para o efeito dirigido a montanhamagica@labcom.ubi.pt, indicando o Nome, Departamento e Faculdade.

Os participantes externos à UBI e os elementos internos que desejem obter a documentação do evento, deverão pagar uma taxa de inscrição no valor de 10€. A taxa de inscrição inclui: documentação, coffee breaks, participação e certificado (digital). Para formalização da inscrição é necessário enviar um e­mail para: montanhamagica@labcom.ubi.pt com a seguinte informação:

  • Nome completo
  • Instituição (se aplicável)
  • Profissão, Ocupação ou Curso Frequentado
  • E-mail de contacto
  • Morada
  • Comprovativo de transferência bancária
  • Para efeitos de recibo solicita-se a indicação do NIF

Dados para transferência bancária, a favor da Universidade da Beira Interior:

  • Banco SANTANDER TOTTA
  • IBAN PT50 0018 0003 23220304020 89
  • SWIFT code TOTAPTPL

Organização



Coordenação Científica e Artística

Francisco Paiva, FAL Universidade da Beira Interior PT
Rita Sixto, FBA Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibersitatea ES


Comissão Científica

António dos Santos Pereira, FAL Universidade da Beira Interior PT
António José Santos Meireles, Instituto Politécnico de Bragança PT
António Delgado, ESAD Instituto Politécnico de Leiria PT
Adriana Veríssimo Serrão, FL Universidade de Lisboa PT
Alastair Fuad-Luke, University of Bozen-Bolzano IT
Ana Leonor Madeira Rodrigues, FA Universidade de Lisboa PT
Carmen Bellido Márquez, FBA Universidad de Granada ES
Carmen Marín Ruiz, FBA UC Madrid Grupo Humanidades Ambientales ES
Catarina Moura, FAL Universidade da Beira Interior PT
Eduardo Paz Barroso, Universidade Fernando Pessoa PT
Fernando Garcia-Dory, inland - art, agriculture & territory ES
Francisco Tiago A. Paiva, FAL Universidade da Beira Interior PT
Hélène Saule-Sorbé, FBA Université Bordeaux 3 FR
João Castro Silva, FBA Universidade de Lisboa / Luzlinar PT
João Paulo de Araújo Queiroz, FBA Universidade de Lisboa PT
Joaquim Mateus Paulo Serra, FAL Universidade da Beira Interior PT
José Maria da Silva Rosa, FAL Universidade da Beira Interior PT
Josu Rekalde Izagirre, FBA Universidade do País Basco ES
Juan Guardiola Román, Centro de Arte y Naturaleza, Huesca, ES
Luís Nogueira, FAL Universidade da Beira Interior PT
Luísa Rita Brites Salvado, FE Universidade da Beira Interior PT
Manuela Penafria, FAL Universidade da Beira Interior PT
Manuela Pires da Fonseca, A Ribeira a Gostar dela Própria PT
Miguel Santiago Fernandes, FE Universidade da Beira Interior PT
Pedro Gadanho, MAAT, Museu de Arte Arquitectura e Tecnologia PT
Paulo Oliveira Freire Almeida, EA Universidade do Minho PT
Paloma Villalobos, FBA Universidad Complutense de Madrid / Matadero ES
Rita Sixto Cesteros, FBA Universidad del País Vasco ES
Txemi García Mediero, FBA Universidad del País Vasco ES
Veva Linaza Vivanco, FBA Universidad del País Vasco ES


Produção

LabCom.IFP, Grupo de Artes e Humanidades - Universidade da Beira Interior, Covilhã, Portugal
LaSIA, Universidade do País Basco, Bilbau, Espanha


Comissão Executiva

Francisco Paiva, Coordenação Geral / francisco.paiva@labcom.ubi.pt
Mércia Pires, Secretariado / mercia.pires@labcom.ubi.pt +351 275 242 023 / ext. 1201
Sara Constante, Design
António Matos, Web Developer


Parcerias

A Ribeira a Gostar dela Própria, São Domingos, Covilhã, http://www.ribeiradesaodomingos.ubi.pt/
Associação LUZLINAR, Feital, Trancoso, http://www.luzlinar.org/
Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM) / Laboratório de Artes na Montanha, Bragança
COOLABORA - Cooperativa de Intervenção Social www.coolabora.pt
Cursos de Design Multimédia, 1º e 2º Ciclo, UBI https://www.ubi.pt/curso/33
Cursos de Cinema, 1º e 2º Ciclo, UBI https://www.ubi.pt/curso/57
Doutoramento em Media Artes da Universidade da Beira Interior. http://media-artes.ubi.pt/
École Supérieure d'art d'Aix-en-Provence, França www.ecole-art-aix
Facultad de Bellas Artes de la Universidad del Pais Vasco, Bilbau, Espanha.www.ehu.eus/es/web/bellasartes
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior - www.museu.ubi.pt
New Hand Lab. www.newhandlab.com
Projeto Entre Serras - PES, https://projetoentreserras.wordpress.com
Stellae* Revista de Arte.http://ojs.labcom-ifp.ubi.pt/index.php/stellae


APOIOS

Universidade da Beira Interior
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Câmara Municipal da Covilhã
Águas da Covilhã, EM
Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior


LabCom.IFP
laSIA
Doutoramento Media Artes
Universidade da Beira Interior
Universidad del País Vasco


Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa Operacional Fatores de Competitividade
Quadro de Referência Estratégico Nacional
União Europeia

Stelae
Projetos Entre Serras
Museu dos Lanificios
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